quinta-feira, 9 de julho de 2009

Cristovão


Vejo do outro lado da cidade

Reflexos e luzes presos entre

Pessoas que andam pelo mesmo lado.


Sento - me ao lado de amigos

Em um lugar afastado.


Ali um edredom colorido e estampado,

Observo todos atentos e meio largados...

Fico a pensar nos encaixes em que nos

Levou ate ali.


Dos berços da maternidade

Ao trago do cigarro...

vodka pura alimente seu organismo

Assim trazendo um pouco de felicidade.


Ao menos é isto que muitos acham...

Certas bebidas não tocam teu coração

Mais mostram o outro lado desta insana

Humanidade.


Não desejo outra vida!

Assim vejo todos os traços

Todos os lados...


Pessoas como eu, talvez não conquiste

Tantas coisas vindas da sociedade...

Pois estas sabem ser ruim,

E nunca olham prós lados...


Acham que somos a podridão do mundo

Mais são eles que fazem do mundo

Um centro de egoísmo sujo.


Não sinto vergonha do que sou

Sinto pena de quem nunca soube

Valorizar todas as formas de amor.


Neste momento estou parada olhando todos eles,

A forma que cada um sorri...

Eu, estava ali... Olhando para mim.



LUANNA LABRES


Participaram deste poema: Talita, Filipe, Renan, Júnior, Daniella e Nilo.

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