quarta-feira, 15 de abril de 2009

Vinho Barato.
Sussurros acalentando a madrugada
Desordeira entre o cinza do inverno
Que chegou cedo.
O sol reluzente por alguns minutos
No entardecer.
Vento gelado, deixando vermelha a ponta do nariz.
Em um canto da casa vinhos tintos baratos
Minhas mãos estão geladas...
E ja não suporto o peso do cigarro.
Me altero entre uma solidão e outra
Somente o vento forte e o friu bate em minha porta.
Estou impune, estendida entre cobertas e filmes antigos.
Equilibro - me entre centros e tapetes sujos
É nessa hora que sinto todo o desespero.
Estou alheia, no meio de tantas garrafas vazias...
Estou vazia como elas.
Algum infeliz humano, por favor
Traga - me o acalento...
E me tire toda essa dor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário