sexta-feira, 7 de agosto de 2009

D.


Gosto de um verbo que se conjugou, no meu corpo a muito tempo.
Com um sabor á pedra no sapato... Sabe o verbo sem sujeito, substanciado na saliva que falta?
Não me arrependo das horas que perdi a esperar - te. Meu inverno este ano terá asas e não serás tão cinzento... Recordaras de cores amplas e vivas. Quero um inverno a teu lado... Um monumento de boas memórias e histórias subcutâneas.
Mas por vezes minha querida, escuto no quarto um escuro muito vazio.
Fico mordiça por entre os lençóis que não tem o peso que preciso, ponho - me a pensar que tudo me foge, que não sou uma alquimista de pólos inversos e que nada reluz em minhas mãos.
Sabe, amor, por vezes o vazio é tão grande que parece que vai engolir - me naquela cama desfeita onde se aninha a vontade de ser contrabandeada num negocio de beijos e abraços.
Sinto saudades do teu tacto.
Sinto saudades tuas. - Daquelas constelações do teu olhar a pingar ofegante entre estrelas voadoras... Comovidas voaras contigo por todas as terras da coragem.

Entretanto só queria lhe dizer, que gostaria de ter com quem partilhar a máquinas de lavar roupas.

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